O que é o SINAPI e para que serve?

SINAPI

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SINAPI significa Sistema Nacional de Preços e Índices para a Construção Civil e tem como função PRINCIPAL criar uma boa e embasada referência de preço para Obras da construção civil, baseando-se no que é chamado de projeto-tipo.

Para quem não sabe o projeto-tipo como próprio nome já diz é um projeto padronizado estabelecido pelos Critérios de elaboração e manutenção de orçamentos referenciais (disponível no site da CEF).

Este projeto-tipo representa um coletivo de obras similares como por exemplo: 1 pavimento, padrão baixo ou 12 pavimentos padrão alto, dentre uma série de outras variações.

Para este projeto, mensalmente são cotados todos os insumos que compõe a obra padrão, e com isso é possível compreender a variação do custo total de um mês para o outro.

Bingo!

Outro objetivo do SINAPI, além de ser REFERÊNCIA para orçamentos diversos, é ser uma fonte de Índices da construção civil nas áreas de habitação, saneamento e infraestrutura!

Para a garantir a confiabilidade de todo este arsenal de informações disponibilizadas mensalmente no site da Caixa Econômica Federal, o IBGE desde a criação do sistema em 1969 compartilha a Gestão do SINAPI junto com a CEF.

Basicamente, o IBGE é o responsável pela pesquisa de preços dos insumos nas 27 localidades do País, tratamento dos dados e formação dos índices. Já a CEF dá todo amparo de base técnica de engenharia, sendo ela a responsável pela criação das composições de custo unitárias, especificações dos insumos que estão nas composições, e criação de orçamentos de referência.

As coletas de preços são feitas no mercado de construção civil com diversos fornecedores, assim como levantamento dos salários vigentes. Assim, é possível obter mensalmente uma boa base de dados para serem utilizados como referencias nos orçamentos desenvolvidos em qualquer parte do país!

O mais interessante disso tudo é que o site da CEF é repleto de informações fresquinhas para quem deseja conhecer os métodos aplicados na composição dos preços e índices.

Não somente isso, no site da CEF, o gestor de obras, ou gestor de custos encontra uma gama de informações que o ajudam a compor o preço de um serviço de engenharia de forma mais confiável.

Para quem está começando a trabalhar com Elaboração de Orcamentos de Obras uma boa dica é ir na no site da CEF e baixar os materiais disponibilizados nos links do site.

Informações disponibilizadas pelo SINAPI

Em resumo tudo o que compõe um Orçamento analítico de obras é possível de se encontrar utilizando o SINAPI:

Relatórios de Insumos:

A lista de insumos (materiais, mão de obra, equipamentos, dentre outros) com os preços atualizados TODO MÊS para as 27 localidades do país!

Cada insumo possui uma Ficha de Especificação Técnica que tem como objetivo descrever suas principais características, para definir o que foi adotado;

Relatório de Composições Analíticas:

As composições são permanentemente revisadas e ampliadas de forma a adaptá-las às práticas de engenharia adotadas no Brasil. Desta forma, são verificados os insumos que a compõe, os coeficientes de produtividade e coeficiente de rendimento, tornando-a sempre mais realista.

Para elas existem os Cadernos Técnicos que são verdadeiras obras primas para quem gosta de compreender de onde vem cada elemento dentro das composições de custo;

Encargos Sociais

Descrição e detalhamento completo dos Encargos Sociais aplicados no custo da mão de obra de acordo com a CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, a Constituição Federal, leis específicas e não menos importante, as Convenções coletivas de trabalho.

Os percentuais aplicados variam de localidade, pois nem sempre as premissas adotadas são as mesmas. Vou te dar um exemplo! Os feriados locais (diferentes para cada região do país) interferem na quantidade de dias trabalhados no ano e consequentemente nos Encargos Sociais. Isso quer dizer que o custo da mão de obra em cada lugar não depende somente com o Salário Bruto estabelecido na Folha de pagamento do funcionário, mas também com todas as variáveis que envolvem os Encargos Sociais.

Para abranger um pouquinho mais deste assunto, segue uma tabela com os encargos sociais e suas variações. Fica ligado nos nossos outros posts que vamos explorar mais este tema, ok?

Encargos Complementares

Estes Encargos foram incorporados nas Composições de Custo unitários em Jun/2014 para (como o próprio nome já diz) complementar o custo da mão de obra.

O que inclui tais encargos: alimentação, transporte, equipamento de proteção individual (EPI) e seguros. Estes variam principalmente com as Convenções Coletivas de Trabalho, que são divulgadas anualmente pelos Sindicatos. Por isso, fica ligado em sempre atualizar tais custos, ok?

Para quem gosta da área chamada Engenharia de Custos, falar do SINAPI dá uma ampla possibilidade de estender o tema, imersar em cada asunto que é tratado pela CEF com tanto detalhe e fundamento. Não é à toa que o SINAPI é um dos Banco de dados para Orçamentos mais respeitados no meio PÚBICO e PRIVADO.

Nos próximos artigos vamos falar destes vários temas relacionados, é só ficar ligado na página do Projeto Engenheiro. Até!

Eng. Luanna Drumond
Eng. Civil CEFET/MG
Pós Graduada em Engenheria de Custos IBEC
Gestora de Custos – BID Gerenciamento

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Murilo Barbosa

Murilo Barbosa

Atuou no Pentágono (USA), Metro SP Linha Amarela, Hidrelétrica RJ/MG (UHE Simplício), P. Central Hidrelétrica (Sítio Grande/BA) e em outras obras de infraestrutura no Brasil; Mais de 50 clientes recorrentes; Atuação plena em mais de 12 Projetos de empreendimentos imobiliários | • Engenheiro civil formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); • MBA em Gestão de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV); • Especialista em Estudos de Viabilidade Econômico Financeira pela Universidade de São Paulo (USP); • Sócio da BID Gerenciamento e Planejamento, criada em 2014 como Consultor de Planejamento e Controle de Obras.

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