Planejamento e Construção de Casa

PLANEJAMENTO E CONSTRUÇÃO DE CASA

Planejamento e Construção de Casa – Estrutura & Gestão de Negócios

Você já tem conhecimento do conceito de mercado, de estratégia e de técnica de engenharia. É preciso aprender a gerenciar sua própria empresa ou fazer parte de uma sociedade.

Os modelos de gestão de empresas estão tendendo a ficar cada vez mais clean. Isto quer dizer que as ferramentas de gestão, planejamento, controle e quaisquer outras estão ficando enxutas para realmente tornarem mais eficientes.

As grandes empresas acabaram se engessando em modelos de gestão, e o que era para ser eficiente ficou ineficiente.

 

Observe o exemplo abaixo:

Para se fazer uma compra de materiais em grandes construtoras existe um caminho a percorrer. É mais ou menos assim:

Imagina uma empresa sozinha ou com 3, 4 pessoas. Vamos fazer a mesma situação da empresa grande. Você vai lá levanta o quantitativo, abastece o software, faz a cotação e lança no sistema; você faz a avaliação técnica ou junto ao mestre de obras, por exemplo, e faz a compra. Depois recebe a NF e manda para você mesmo pagar! Esse processo não é bom!

Agora extrapole essa condição para todos os processos que possam existir numa corporação bem grande.

No caso delas, a mesma faz todo pois cada pessoa tem uma função, além do que a quantidade de serviços é grande. Cada profissional tem uma habilidade diferente, um é mais técnico, um negócio melhor, etc.

Só que para a empresa pequena não faz sentido nenhum, processos deste jeito são ineficientes.

 

Veja abaixo o que realmente importa em um modelo de negócio.

As empresas pequenas são a maioria no Brasil.

As mais eficientes são aquelas que gastam mais tempo focando em seu core business, gastam tempo gerando valor agregado para o cliente e não perdem tempo tentando otimizar todos os processos.

Vou te mostrar agora uma estrutura de células que é bem comum nas construtoras e empresas de engenharia.

Observe os setores abaixo:

Todos esses setores são extremamente importantes. Observe abaixo as funções de cada um deles, de maneira sucinta e objetiva.

Novos negócios:

É o setor responsável por captação de negócios. Ele também, junto à diretoria, é responsável em planejar estrategicamente os modelos de negócio atual e os novos; basicamente busca novos clientes.

Orçamento/Planejamento:

Uma vez que os novos negócios prospectam novos clientes, os projetos são entregues para serem planejados.
Quando as obras são do tipo de concorrência, por exemplo, a equipe de orçamento e planejamento fazem o trabalho para chegar no preço mais competitivo para fechar as obras. Agora quando as obras são próprias, como investimentos imobiliários, esta equipe vai checar os custos e, posteriormente, viabilidade.

Engenharia (Projetos e Obra):

Na engenharia existem os profissionais responsáveis por estudo, elaboração e reavaliação dos projetos. E a equipe de obra, composta por engenheiros, arquitetos, mestres, técnicos, encarregados e alguns profissionais de campo, é basicamente a equipe estratégica que geralmente não tem muito turnover. Cada obra é uma unidade de negócios separada da gestão da empresa mãe.

Suprimentos e Compras:

Quem cota, compra e, principalmente, gerenciar fornecedores.

Departamento Pessoal:

São os profissionais que atuam no gerenciamento de todo recurso humano das obras e também do escritório central. Fazem folha de pagamentos, vale transporte, provisionamentos, cálculo de benefícios e outros serviços.

Financeiro:

É o mais problemático. Eles controlam NFs, analisa demonstrativos contábeis e créditos e,além disso, fazem uma avaliação da manutenção de estoques e acompanham fluxos de caixa e faturamentos globais. Gerenciam contas a pagar, a receber, contabilização de documentos e geração de notas e relatórios fiscais. Também buscam créditos financeiros no mercado, assim como ajudam no ganho financeiro em aplicações no mercado.

Contabilidade:

Este setor é a área responsável por manter, organizar e assinar os balanços contábeis da organização. O contador deve estar por dentro de toda a movimentação: contas a pagar, fluxo de caixa, empréstimos, investimentos, etc.
Além disso, é de responsabilidade do contador fazer os cálculos e emitir as guias de impostos a serem pagos, como por exemplo: ICMS, IPI, PIS, COFINS, entre outros. Só para você saber que TODA EMPRESA é obrigada ter um contador, seja ele interno ou externo.

Marketing:

É a área responsável por simplesmente melhorar as vendas e fortalecer a marca. É o setor que torna o produto mais atraente para o público alvo; busca feedback de clientes de forma a tornar o desempenho de produtos e serviços melhores.

Qualidade:

Tem papel fundamental no controle e garantia da qualidade do produto entregue. Os profissionais da área utilizam diversas ferramentas de gestão, para gerar processos que reduzem erros e os famosos retrabalhos, que geralmente prejudicam a qualidade do produto. Com as políticas de melhoramento da qualidade, como o PBQP H, esse setor tem papel expressivo para o atendimento dos selos de classificação de cada empresa.

Cliente (SAC/Pós Obra):

É um setor dedicado para atendimento ao cliente, principalmente no pós obra, são raras as construtoras que não tem nenhum retrabalho ou melhoramento a ser feito. Essa equipe geralmente intermedia o cliente com a equipe da operação para reparos na construção.

Todo esse modelo de gestão de empresas e setores é muito comum, há pouca variação entre as empresas. Cabe aos diretores decidirem o nível mais estratégico que terão departamentos mais robustos.


Existem empresas que o departamento de suprimentos é o carro chefe.

Os ganhos em negociação é tão ou maior que os próprios ganhos na própria gestão da obra. São profissionais treinados e capacitados em, principalmente, gerenciar compras, locações e gerenciamento dos fornecedores; é uma equipe robusta com conhecimento técnico de engenharia que sabe o que realmente deve ser comprado para as obras.

Conhecem vários fornecedores, entendem dos materiais que vão ser utilizados e utilizam das ferramentas de planejamento da BID Gerenciamento, como os cronogramas de obra, para terem um planejamento de compras mais previsível e eficiente. Nesta mesma empresa o corpo técnico de Marketing é pequeno, por exemplo.

 

Outro exemplo da BID Gerenciamento:

Embora o corpo técnico da empresa possua um departamento de compras muito eficiente, o que destaca nessa empresa é o setor de engenharia, composto por arquitetas experientes e com formação de casa. O ganho é alto pois os arquitetos têm uma visão de projetos e do produto final a ser entregue; desse jeito elas conseguem entender e transmitir o projeto no olhar do cliente.

 

Você tem que entender que engenheiros e arquitetos geralmente não constroem para engenheiros e arquitetos, e sim para pessoas que não entendem como construir, que não sabem olhar um projeto de forma técnica. Desta forma, ter um corpo profissional de engenharia que consiga ver as necessidades do cliente de forma técnica é um excelente ponto positivo.

É a habilidade de gestão do dono, ou melhor dizendo, são os valores do empreendedor que são disseminados na empresa. Como cada um tem uma visão diferente do que agrega mais valor, embora todas as empresas estejam inseridas no mesmo mercado, elas no final são bem diferentes umas das outras.

Sabe quem ganha? Quem ganha é o cliente, que têm uma leque de opções no momento de selecionar as empresas que mais atende suas necessidades.

Nas companhias mais encorpadas, existem profissionais para cada setor; logicamente existe uma demanda maior de serviço, que justifica a contratação de profissionais para um setor específico. Só que na empresa pequena também existe. Como as mesmas possuem poucos profissionais, o mesmo número de tarefas das empresas médias é dividido para menos funcionários, fazendo com que um profissional absorva duas ou três áreas diferentes.

Como um profissional de suprimentos vai trabalhar na captação de negócios? Ou melhor, como um profissional de RH vai gerenciar obras? Pois é… É exatamente isso que acontece nas pequenas empresas, só que de forma extremamente desorganizada. Ou pior, como os empresários não sabem, eles simplesmente alocam taticamente profissionais para assumirem responsabilidades e funções as quais nunca foram treinados ou não tem capacitação suficiente. E na maioria das vezes, eles simplesmente abandonam setores importantes, porque eles pensam que pela empresa ser pequena, não tem necessidade de possuir determinado setor.

Eis o problema: o cliente não quer saber se sua empresa é grande ou pequena, ele quer um produto de qualidade dentro do preço e prazo acordado, quer feedback, segurança, credibilidade e não problema. Isto não é impossível, pois todas as empresas grandes, foram pequenas um dia.

Qual é então a melhor forma de gerenciar uma lean company de engenharia? O próprio nome já diz como, de forma ENXUTA.

Veja novamente o organograma:

Você acha que é possível deletar alguma das células acima? Você realmente acha que algum departamento não pode existir? Não! Todos devem existir e ainda de forma harmônica. Mesmo que sua empresa seja pequena, todos os setores devem existir, ou seja, TODAS AS RESPONSABILIDADES DE CADA CÉLULA TEM QUE EXISTIR.

O que você deve fazer então:

REGRA 1:

Deve colocar o nível de prioridade em cada uma delas, deve ponderar dentro do seu nível de gestão o que você acha mais importante, ver o que você tem de diferencial e explorar isso; maximizar tudo aquilo que você tem maior habilidade.

REGRA 2 :

Você tem defeitos e tem pontos fracos, mesmo que queira absorver tudo e fazer tudo sozinho, não vai conseguir.

Você tem que identificar o que tem de ponto fraco e trabalhar em cima, de forma a minimizar os pontos fracos.

REGRA 3:

Se você não tem habilidade em algum setor você tem três formas de resolver:

  • Estude sobre o assunto, aprimore mais seu conhecimento;
  • Contrate alguém que seja bom nisso;
  • Terceirize para uma empresa ou parceiro.

Das três, eu recomendaria primeiro:

  • Uma empresa terceira;
  • Um funcionário;
  • Estudar sobre o assunto.

Você não vai conseguir fazer tudo ao mesmo tempo, por isso tem que alocar alguém que realmente saiba sobre o assunto.

Um gestor e empreendedor deve entender de toda a cadeia da sua empresa, dos mais diversos setores e células; mesmo que venha a contratar alguém ou alguma empresa, o conhecimento vai ser extremamente útil no momento de controlar o funcionário ou um terceiro. A partir deste conhecimento é que vai conseguir medir o que é importante para seu modelo de gestão e empresas.

REGRA 4:

Parceria é fundamental para o crescimento da sua empresa. Seja em pequenas, médias e grandes empresas, criar parcerias com fornecedores já uma realidade.

Veja novamente nosso fluxograma:

Independentemente do tamanho da empresa, todos os setores devem existir através de parcerias.

De acordo com o DIAGRAMA DE BARSOSA, a estratégia para montar uma empresa a qual você consiga escalar e crescer sustentavelmente funciona da seguinte forma:

 

Os grandes empreendedores e gestores são aqueles que sabem definir o que é realmente estratégico para sua empresa, e nesse setor você deve focar seus esforços. Cabe também a eles definir o que vão contratar e trazer para dentro da empresa como funcionário e o que efetivamente vai ser terceirizado. E por último, a medida que a empresa vai se encorpando, acaba absorvendo os setores de transição ao ponto que deverão se tornar parte de um nível inferior de estratégia. Outro ponto é que embora todas as empresas devam ter os mesmos setores, algumas células só existem em determinadas empresas, ou que passam a existir depois que a empresa tende a crescer.

 

Como gerenciar uma lean company? Existem 4 pontos a serem focados: GESTÃO ESTRATÉGICA + MARKETING + TECNOLOGIA + GESTÃO DE PESSOAS, que devem ser implantados internamente ou com parcerias.
Existe uma distância muito grande entre ser técnico em engenharia e ser empreendedor e gestor; e, quando estamos tratando de gestão e empreendedorismo, só as áreas do conhecimento não serão suficientes para uma empresa, havendo necessidade de imersão no conhecimento de gerenciamento de empresas.

Gestão Estratégica

Não pense que somente as grandes corporações são as que tem um grupo de pessoas que pensam de forma estratégica. Na verdade elas estão lá porque um dia olharam seus negócios de forma estratégica e tornaram suas empresas o que são hoje.
Criar um plano estratégico de crescimento sustentável para a empresa e manutenção dos valores é fundamental em uma visão a longo prazo, os estudos estratégicos são grandes campos a serem desbravados. Na visão de Mintzberg e Quinn (2002), que são estudiosos e práticos de gestão empresarial, existem 3 níveis de gestão estratégica: a estratégica Corporativa, a Competitiva ou de Negócio e a Funcional.

 

A Estratégica Corporativa é o nível mais alto que abrange as estratégicas dos setores de negócios que a empresa atua ou vai atuar, basicamente vai decidir onde você vai competir. O que é isso na construção civil?

Vamos pegar uma empresa que tem ações na Bolsa, a Cyrella, por exemplo. Nesse caso, a estratégia corporativa é o negócio onde ela está inserida, que é no ramo imobiliário e, principalmente, no setor de vendas de apartamentos e loteamentos. Diferente, por exemplo, da Andrade Gutierrez, que atua no ramo de construção civil pesada (pontes, aeroportos, portos, etc). Essas decisões são cruciais para o crescimento da empresa, pois elas devem associar os clientes potenciais, fornecedores e concorrentes; uma decisão errada neste momento gera um efeito cascata que vai quebrar sua empresa.

 

A Estratégica Competitiva ou de Negócio, está voltada para o nível de competitividade do seu negócio, ou seja, em qual nível de competição você está no mercado e o negócio que escolheu, se vai competir por preço, prazo, qualidade, localização, personalização, etc. Para cada negócio existe uma estratégia, o foco em nicho é a peça chave para um negócio bem competitivo.

 

Já a Estratégica Funcional é mais interna à empresa. Segundo Mintzberg e Quinn, é a que está mais relacionada ao planejamento tático da empresa. Esta direciona o gestor a distribuir recursos e pessoas para dentro da empresa e é também a avaliação estratégica de seus setores, seja na divisão dos mesmos, criação de células, alocação de pessoas estratégicas, criação de rotinas, funções e responsabilidades, dentre outras várias ações.


Use os conceitos de Drucker (1998) e faça uma reflexão para o presente e para o futuro.

  • Quem é o seu cliente?
  • Quais são os benefícios que seus clientes querem?
  • Porque o cliente faz negócios com sua empresa?
  • Para qual parâmetro for, que eu espero da minha empresa nos próximos 2, 5, 10 anos?
  • O que estou fazendo para alcançar esse objetivo?
  • Você está seguindo corretamente para alcançar o seu objetivo?
  • Quais são as novas oportunidades que vão surgir?
  • Quais são os novos negócios, sejam serviços ou produtos que estamos desenvolvendo?

Suas respostas é que vão te conduzir para o caminho certo.

Marketing
Esta é uma das mais importantes e poderosas ferramentas que uma empresa pode ter, que têm a função de captar e fidelizar os clientes. Caso ainda não atue como empresário, você não tem noção do quão difícil é captar novos clientes,
principalmente quando está iniciando uma empresa.

Você gasta muito  dinheiro para captar um cliente, só que não pode pensar que ele é seu para sempre. O consultor de marketing Philip Kotler diz que você gasta de 5 a 7x mais dinheiro na captação de novos clientes do que na fidelização dos atuais.

 

Que  tipo de negócio vamos desenvolver?

O trabalho de marketing é muito complexo, exige avaliação do comportamento do cliente, meios de comunicações mais eficientes, avaliação sócio-demográfica, gênero, idade, etc. Na construção civil este item é um ponto muito forte a ser explorado e que pouquíssimas empresas sabem utilizar.

Contrate um parceiro para te auxiliar neste quesito, eles já entendem os canais de comunição e foram treinados para analisar como chegar aos clientes. Estabeleça parcerias que sejam lucrativas para ambos, montando parcerias no risco, por exemplo; ponha metas e taxas de sucesso, marketing é investimento.

Tecnologia

Tecnologia não é uma disciplina ou um setor específico que você vai desenvolver na sua empresa e, quando bem aplicada,  gera um ganho competitivo. Nos últimos anos, o nosso mercado tem melhorado em soluções para grandes obras e em empresas mais maduras, por meio de novas ferramentas, serviços, softwares, etc. Nas obras menores, as empresas ainda experimentam a forma menos competitiva e adotam muita mão de obra e pouca tecnologia. Desta forma, fique conectado às mais diversas formas de tecnologia do mercado e aplique em seus projetos; seja em campo, na gestão da empresa, na concepção de projetos e planejamento.


Gestão de pessoas

Esta é a chave do sucesso para a gestão de empresas ou projetos, é a disciplina do nosso século, algo que todos os cursos do mundo deveriam ter em suas grades curriculares. Os dois principais fatores para a gestão de pessoas são a Gestão da Comunicação e Liderança.

Desde o momento da idealização do negócio pelo empreendedor até a entrega do produto final ao cliente, em uma casa por exemplo, eu estimo que pelo menos 30 pessoas participarão do processo, envolvendo o empreendedor, a equipe de projetos de arquitetura, prefeitura e concessionários, projetos técnicos, construção e o cliente final. Temos pessoas completamente diferentes em termos de culturas e formação técnica no mesmo processo, o que gera muito impacto durante o mesmo. Um empreendedor que faz parte de todo o processo tem que entender que é necessário muita habilidade para saber gerir pessoas, pois existem situações que até inviabiliza um projeto.

Gestão da Comunicação

Um gestor investe cerca de 80% do seu tempo em processos que envolvem comunicação, entre conversar, mandar e-mail, responder whatsapp, telefonando, etc. Isso demonstra que se você “gestor” não consegue estabelecer uma comunicação eficaz, o objetivo da conversa fatalmente vai ser corrompido.

Você pode até pensar que isso é simples, a falta de comunicação ou má qualidade da mesma dentro das obras está entre os Top 5 maiores problemas na gestão de obras; não só dentro das obras, na comunicação errada com fornecedores, funcionários dentro da empresa e até mesmo com os clientes são recorrentes.

 

É preciso transmitir a mensagem de forma correta, a grande vantagem de uma Lean Company é a falta “engessamento” na comunicação.

 

Qual seria a melhor forma de comunicar então? Um grande escritor, chamado Barker (2007), define sete estratégias para ser eficiente nas comunicações:

  • Esclareça o objetivo: Quando for iniciar uma conversa mais densa, comece esclarecendo o que será abordado;
  • Estruture o pensamento sobre o problema e solução: Não vá direto ao ponto de uma vez, desenvolva um caminho lógico até o final;
  • Administre o tempo: Não abuse do tempo, estruture a conversa e não seja prolixo;
  • Explore interesses comuns: Tente colocar o objetivo da conversa de acordo com o interesse da pessoa a qual você está se referindo, não fique falando somente sobre seus interesses;
  • Vá além da discussão: Não trate o objetivo da conversa com opiniões pessoais e pressupostos;
  • Reinterprete ideias de outros com suas palavras: Isto é, resumir o que seu interlocutor está falando em suas próprias palavras;
  • Usar recursos visuais e metafóricos: Tente fazer figuras, imagens ou rabiscos para que a pessoa entenda com mais clareza.

 

Outra ponto a ser observado é quanto ao uso de linguagem do seu interlocutor, sabendo com qual pessoa você vai conversar ou com o grupo de pessoas que está participando por exemplo, estabeleça um grau de linguagem para o melhor entendimento dos envolvidos. Se estiver em uma obra, você até deve usar termos técnicos mas deve transmitir depois na linguagem do pessoal de campo; da mesma forma tem que fazer com o seu cliente, quando mostrar a construção, se coloque no lugar dele e use o vocabulário que ele vá a entender.

Observe  a gestão da comunicação exposta abaixo:

Liderança

A liderança, principalmente na lean company, vai proporcionar uma grande diferença de resultado em médio e longo prazo. Dentre as três classificações de papéis (Chefe , Gerente e Gestor Líder), você essencialmente deve ser um Gestor Líder, que tem como essência influenciar sua equipe criando um cenário de motivação, solução de desafios e se tornando uma referência em coisas boas e corretas. O líder na Lean Company tem um papel mais ativo do que aqueles em grandes companhias, ele é onipresente e fará parte de quase todo o processo, sendo com o cliente, fornecedor e a sua equipe interna.
Em grandes empresas o Gestor Líder, devido seu organograma muito vertical, não consegue ter contato com toda a equipe; estar em contato com sua equipe, demonstrar e representar o papel do líder de fato vai fomentar o crescimento dos profissionais da sua empresa, isso é muito importante.


A função do líder  não é só assumir a frente, ele tem que ser um espelho, tem que ser uma referência.

Se numa empresa de 100 pessoas, você tem o poder de influenciar 5 pessoas mais próximas à você , ao ponto que elas passem a estar motivadas, você terá um resultado bem satisfatório. Agora imagine em uma empresa Lean Company, se você tem a capacidade de influenciar as mesmas 5 pessoas em um grupo de 15, seu resultado será muito maior. O mais interessante da liderança é que nos últimos anos os estudos demonstram que um grupo de líderes é muito mais efetivo que um líder sozinho.

CONCLUSÃO QUE EU QUERO QUE VOCÊ TIRE É QUE NÃO IMPORTA O TAMANHO DA SUA EMPRESA. ESTABELECER PARCERIAIS É A CHAVE PARA CRESCER!

 

Murilo Barbosa

Murilo Barbosa

Atuou no Pentágono (USA), Metro SP Linha Amarela, Hidrelétrica RJ/MG (UHE Simplício), P. Central Hidrelétrica (Sítio Grande/BA) e em outras obras de infraestrutura no Brasil; Mais de 50 clientes recorrentes; Atuação plena em mais de 12 Projetos de empreendimentos imobiliários | • Engenheiro civil formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); • MBA em Gestão de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV); • Especialista em Estudos de Viabilidade Econômico Financeira pela Universidade de São Paulo (USP); • Sócio da BID Gerenciamento e Planejamento, criada em 2014 como Consultor de Planejamento e Controle de Obras.

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